Você sabia que 77% dos consumidores compram de marcas com as quais se identificam emocionalmente, segundo estudo da Edelman Trust Barometer? Em um cenário saturado por promessas grandiosas e discursos heroicos, o Arquétipo da Pessoa Comum surge como uma estratégia poderosa para gerar identificação genuína e criar comunidades fiéis.

Também conhecido como “o cara comum” ou The Everyman, esse arquétipo busca se inserir na sociedade de maneira prática, acessível e realista. Ele valoriza a rotina, a simplicidade e, principalmente, o pertencimento. Marcas que adotam o Arquétipo da Pessoa Comum apostam na humanização, no engajamento contínuo e na construção de relações horizontais com seu público.

Neste artigo, você vai entender:

  • O que é o Arquétipo da Pessoa Comum
  • Quais são suas características centrais
  • Como aplicá-lo estrategicamente na sua marca
  • Exemplos reais de empresas que utilizam esse arquétipo
  • Erros comuns que devem ser evitados

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O Que é o Arquétipo da Pessoa Comum?

Arquétipo da Pessoa Comum representa o indivíduo que busca pertencer, ser aceito e viver uma vida estável e honesta. Diferente do Herói ou do Governante, ele não quer se destacar acima dos outros — quer fazer parte do grupo.

Essência do arquétipo:

  • Valor central: Pertencimento
  • Medo principal: Exclusão ou rejeição
  • Desejo: Conexão genuína e igualdade
  • Personalidade: Amigável, empática, realista e confiável

Na psicologia de Carl Jung, os arquétipos representam padrões universais de comportamento. No branding, eles ajudam marcas a construírem identidade emocional consistente.

Marcas que incorporam a Pessoa Comum costumam comunicar:

  • “Estamos juntos nessa.”
  • “Você não está sozinho.”
  • “Isso é para todo mundo.”

Características do Arquétipo da Pessoa Comum no Branding

Se você quer aplicar o Arquétipo da Pessoa Comum na sua estratégia, observe esses elementos-chave:

1. Linguagem Simples e Acessível

Nada de termos técnicos ou discursos complexos. A comunicação é clara, direta e conversacional.

Exemplo: Marcas como Havaianas utilizam uma linguagem popular e inclusiva, reforçando que o produto é democrático e acessível.

2. Representatividade Real

Campanhas mostram pessoas comuns, diversidade de corpos, estilos e contextos reais.

📊 Segundo a Nielsen (2023), 64% dos consumidores afirmam que são mais propensos a comprar de marcas que representam pessoas como eles nas campanhas.

3. Foco na Comunidade

A marca se posiciona como parte do grupo, não acima dele. Incentiva interação, participação e diálogo constante.

4. Rotina e Funcionalidade

Produtos ou serviços resolvem problemas práticos do dia a dia. Não prometem revoluções — prometem consistência.

Exemplos de Marcas que Utilizam o Arquétipo da Pessoa Comum

🟢 Natura (em linhas específicas)

Embora a Natura dialogue com outros arquétipos, em muitas campanhas ela enfatiza pessoas reais e histórias cotidianas, reforçando pertencimento e identidade brasileira.

🟢 IKEA

A comunicação da IKEA gira em torno de soluções acessíveis para o lar comum. Não fala com elite — fala com famílias reais, mostrando situações do cotidiano.

🟢 Havaianas

Transformou um produto popular em símbolo de orgulho nacional, mantendo a essência democrática.

🧠 Insight estratégico: O Arquétipo da Pessoa Comum funciona especialmente bem em marcas de consumo massificado, serviços comunitários, educação e plataformas digitais.

Como Aplicar o Arquétipo da Pessoa Comum na Sua Marca (Passo a Passo)

1️⃣ Defina Seu Posicionamento

Pergunte-se:
Sua marca quer ser percebida como acessível e próxima? Ou como autoridade distante?

Se a resposta for proximidade, esse arquétipo pode ser adequado.

2️⃣ Ajuste o Tom de Voz

  • Use primeira pessoa do plural (“nós”)
  • Evite jargões
  • Adote uma comunicação inclusiva

3️⃣ Humanize Seu Conteúdo

Mostre bastidores, histórias reais de clientes e colaboradores.

Exemplo prático:
Uma clínica pode compartilhar depoimentos autênticos de pacientes, reforçando empatia.

4️⃣ Incentive Participação

Crie enquetes, espaços de feedback e comunidades digitais.

💡 Marcas que estimulam UGC (conteúdo gerado pelo usuário) tendem a aumentar o engajamento em até 28%, segundo a Stackla.

Erros Comuns ao Usar o Arquétipo da Pessoa Comum

❌ Confundir simplicidade com falta de estratégia
Ser acessível não significa ser genérico.

❌ Excesso de informalidade
A marca pode perder credibilidade se não equilibrar proximidade com profissionalismo.

❌ Falta de consistência
Não adianta parecer próxima apenas nas redes sociais e distante no atendimento.

Pessoa Comum vs. Outros Arquétipos: Quando Escolher?

ArquétipoFoco PrincipalTom de Comunicação
Pessoa ComumPertencimentoSimples e inclusivo
MagoTransformaçãoInspirador e visionário
HeróiSuperaçãoMotivador e forte
GovernanteAutoridadeFormal e confiante

Se sua marca quer ser vista como “gente como a gente”, a Pessoa Comum é a escolha ideal.

Tendências 2025: Por Que a Pessoa Comum Está em Alta?

Vivemos uma era de hiperexposição digital, influenciadores e padrões inalcançáveis. Nesse cenário, o consumidor busca:

  • Autenticidade
  • Transparência
  • Conexão real

Segundo o relatório Global Consumer Insights 2024 da PwC, 73% dos consumidores afirmam valorizar marcas que demonstram autenticidade e proximidade humana.

O Arquétipo da Pessoa Comum atende exatamente essa demanda.\

Conclusão: Pertencimento é a Nova Vantagem Competitiva

Arquétipo da Pessoa Comum é mais do que uma estratégia de branding — é uma filosofia de conexão. Ele humaniza marcas, fortalece comunidades e cria vínculos duradouros baseados em identificação.

Em um mundo onde todos querem parecer extraordinários, talvez o verdadeiro diferencial seja ser genuinamente humano.

Se sua marca deseja construir relacionamento sólido, gerar engajamento contínuo e se posicionar como parte da vida real do seu público, esse arquétipo pode ser o caminho ideal.

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