Se alguém ainda acredita que marketing se resume a mídia paga, planejamento anual e campanhas polidas, talvez esteja olhando para um mundo que já deixou de existir.

O movimento da CIMED ao trazer Toguro para dentro da estratégia de comunicação não é uma ação tática. É uma leitura precisa do jogo atual da atenção.

E mais do que isso: é uma demonstração clara de como uma marca pode usar cultura, humor e comportamento coletivo para ganhar alcance, influência e relevância.

Neste artigo, vamos entender por que Toguro virou o “coringa” da CIMED e como a onda do “sabOOor energético” se transformou em um ativo de branding poderoso.

cimed 1 no Hello Mídia

 

A economia da atenção mudou — e quem entende isso vence

Durante décadas, marcas dominaram a comunicação. Elas falavam. O público ouvia.

Hoje, a dinâmica se inverteu.

A cultura digital é fluida, rápida e imprevisível. Memes, bordões e códigos culturais se espalham mais rápido que qualquer campanha publicitária tradicional.

Enquanto muitas empresas ainda tentam “parecer profissionais”, creators constroem relevância real.

Foi exatamente isso que Toguro fez.

Ele não comprou mídia.

Ele construiu linguagem.

Ele não pediu atenção.

Ele treinou o público a reconhecê-lo.

Esse processo levou o meme “sabor energético” da cultura fitness para o alcance nacional, criando um vocabulário próprio replicado pela audiência. 

E quando a atenção se torna cultura, o marketing deixa de ser propaganda e passa a ser presença.

toguro shape no Hello Mídia

Quem é Toguro e por que ele importa para a CIMED

Toguro, nome artístico de Tiago Ribeiro de Lima, é um influenciador fitness com mais de 20 milhões de seguidores somando suas redes sociais. 

Seu conteúdo mistura humor, motivação, lifestyle e musculação.

Mas o que realmente o diferencia não é o conteúdo.

É a reconhecibilidade cultural.

Ele representa uma estética crua, direta e repetitiva — elementos fundamentais para fixação mental.

A CIMED entendeu isso antes da maioria.

E não o trouxe apenas como garoto-propaganda.

Trouxe como Head de Comunicação.

O influenciador passou a liderar posicionamento institucional, comunicação interna e externa e reputação corporativa da farmacêutica. 

Isso não é marketing de influência.

É integração cultural.

 

toguro sabor energetico no Hello Mídia

O meme “sabor energético”: quando a cultura cria demanda

O fenômeno começou com a promoção de bebidas da Mansão Maromba, marca de Toguro.

A expressão “sabor energético” viralizou.

Não por funcionalidade.

Mas por humor e identificação.

A ideia fazia referência a drinks com aroma energético sem propriedades estimulantes reais. 

Ou seja:

Não era sobre o produto.

Era sobre o símbolo.

O meme se espalhou organicamente, gerando milhões de visualizações e engajamento sem investimento publicitário. 

Esse detalhe é crucial:

➡️ A atenção foi construída antes da monetização.
➡️ A cultura veio antes do produto.
➡️ O desejo veio antes da oferta.

Isso é marketing contemporâneo em sua forma mais pura.

 

toguro cimed lamborguini no Hello Mídia

A jogada da CIMED: surfar a onda cultural

A CIMED percebeu rapidamente o potencial cultural do meme.

E fez o que poucas marcas conseguem fazer:

Entrou no timing certo.

A marca sugeriu o lançamento de um Carmed com “sabor energético” em parceria com Toguro, explorando o meme viral. 

O post ultrapassou centenas de milhares de curtidas rapidamente, impulsionando interesse do público. 

Mais importante que o produto em si foi a mensagem implícita:

👉 a CIMED está atenta à cultura
👉 a CIMED fala a linguagem do público
👉 a CIMED participa do momento social

Essa estratégia amplia alcance e aproxima a marca de novos públicos.

 

Por que Toguro é o “coringa” perfeito

No baralho, o coringa não pertence a nenhum naipe.

Mas pode assumir qualquer papel.

Toguro opera exatamente assim.

Ele transita entre:

  • humor e motivação
  • fitness e lifestyle
  • irreverência e disciplina
  • meme e negócio
  • entretenimento e cultura

Isso permite que a marca dialogue com múltiplas audiências sem perder identidade.

Mais do que isso:

Ele humaniza a comunicação corporativa.

E num cenário onde confiança é construída por pessoas, não por logotipos, isso é um ativo gigantesco.

 

Creator Economy: creators deixaram de ser mídia

Durante anos, creators foram usados como veículos.

Hoje, eles são infraestrutura de comunicação.

Creators mobilizam milhões de interações com um vídeo simples, enquanto campanhas milionárias podem gerar pouco engajamento. 

A CIMED entendeu essa assimetria.

Trazer Toguro para dentro da estratégia não é sobre alcance imediato.

É sobre dominar o fluxo cultural.

 

O verdadeiro ativo: repetição cultural

O sucesso do “sabor energético” não foi acidente.

Foi repetição.

Frequência.

Reconhecimento.

A audiência foi treinada a reconhecer e replicar o código cultural criado por Toguro. 

Isso gera algo extremamente poderoso:

👉 lembrança recorrente
👉 vocabulário compartilhado
👉 identificação emocional

E isso vale mais que qualquer exposição publicitária em massa.

 

Cultura vence estética

Durante anos, marcas investiram em produções impecáveis.

Mas Toguro provou algo simples:

📱 um vídeo cru pode superar campanhas de milhões
🧠 linguagem clara vence estética refinada
📣 repetição vence perfeccionismo

A CIMED está apostando na cultura, não na propaganda.

E essa escolha muda o jogo.

 

A estratégia por trás da irreverência

É fácil interpretar o fenômeno como humor.

Mas há estratégia.

A CIMED:

  • aumenta presença digital
  • dialoga com público jovem
  • humaniza a marca
  • amplia relevância cultural
  • gera buzz orgânico

Tudo isso sem depender exclusivamente de mídia paga.

Essa é a nova eficiência do marketing.

 

Branding na era da cultura

Relevância não nasce no produto.

Nasce quando o produto ocupa espaço legítimo na cultura.

Esse movimento sinaliza que a CIMED compreendeu algo essencial:

atenção sustentada é o ativo mais valioso do marketing contemporâneo. 

 

O impacto no posicionamento da CIMED

A CIMED já possui presença em grande parte das farmácias brasileiras e um portfólio amplo de produtos. 

Mas presença física não garante relevância cultural.

Com Toguro, a marca ganha:

✔ linguagem contemporânea
✔ proximidade com a cultura digital
✔ alcance orgânico massivo
✔ fortalecimento de marca

É uma evolução estratégica.

Não uma campanha.

 

O marketing que parece espontâneo (mas não é)

O maior poder desse movimento é parecer natural.

Quando a comunicação parece espontânea, o público baixa a guarda.

E quando a marca participa da cultura, ela deixa de interromper a atenção e passa a fazer parte dela.

Esse é o território onde as marcas mais fortes do futuro vão competir.

 

O futuro: marcas como organismos culturais

O movimento da CIMED aponta para uma direção clara:

Empresas não disputarão apenas mercado.

Disputarão cultura.

E vencerão aquelas que:

  • leem o comportamento coletivo
  • participam do momento cultural
  • constroem vocabulário compartilhado
  • criam identificação emocional

 

Conclusão: o jogo da atenção mudou

Toguro não é apenas um influenciador.

Ele é um interpretador cultural.

E a CIMED não está apenas surfando um meme.

Está se posicionando dentro da cultura.

O “sabor energético” é um símbolo de algo maior:

👉 atenção antes da mídia
👉 cultura antes da campanha
👉 relevância antes da venda

O marketing deixou de ser sobre falar.

Agora é sobre fazer parte.

E quem entende isso primeiro domina o jogo.

Deixe seu Comentário